
O país ainda deve apresentar e criar medidas para
reduzir o custo atual de importar e exportar, e isso exige redução de
burocracia para gerar competitividade do comércio exterior, simplificação
tributária e uma série de normas e leis bem definidas e construídas num
regulamento lógico, coeso e moderno, com objetivo de ampliar acordos comerciais,
competitividade de produtos e serviços angolanos, fortalecer as pequenas e
médias empresas e o setor produtivo de forma a agregar valor, com isso
fortalecer a economia e levar o país a uma maior inserção no cenário mundial.
A estrutura do comércio exterior angolano data da
década de 1977, mas até agora não tem se mostrado de maneira adequada e capaz
de atender às diversas necessidades atuais. A organização atual das atividades
de comércio exterior angolano está na contramão do que os outros países estão
fazendo, e isso reduz a viabilidade de ampliar mercados e importar tecnologias
e gerar inovação para inclusão dos produtos e serviços angolanos no cenário
mundial. A presença de estrutura e pessoal adequado para o exercício das
atividades de comércio constitui um pilar essencial no desenvolvimento e
competitividade do comércio exterior de um país. Um fator presente na atual
organização das atividades do comércio exterior angolano é a falta de estrutura
capaz de atender a demanda por operações envolvendo transações internacionais
bem como a escassez de informação relacionada ao trâmite legal das operações.
A
falta de conhecimento da estrutura, tem dificultado de certa forma o
conhecimento e a visão que as empresas devem ter com relação aos processos de importação
e exportação, pois entendendo de forma geral os órgãos e as atribuições destes,
as empresas ficam preparadas. As dificuldades enfrentadas pelas empresas
angolanas que buscam se inserir no mercado internacional é bastante grande,
pois, maior parte delas encontram contratempo no desembaraço aduaneiro, na
fiscalização ( que é desestruturada, com elevada corrupção), regulamentações,
encargos tributários altos, falta de relatórios e ferramentas de facilitação no
comércio exterior e dificuldade que os atuais órgãos anuentes impõem sobre
obter facilidade nas operações.
Com base no ranking Doing Business realizado pelo
Banco Mundial, que avalia a regulamentação do ambiente de negócio de 194
países, coloca Angola na 174ª posição para categoria Comércio Exterior,
numa escala que varia de 0 a 190. Quanto mais próximo de zero significa que o
país apresenta um desempenho melhor. Se tratando de comércio exterior, o país
apresenta um desempenho baixo e isso se justifica pelo fato de não possuir
estrutura, tecnologia e capacitação de pessoal, para gerenciar as
operações.
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Créditos:
Por: Amélia Felgas.

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